Ponta Grossa avançou 26 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios entre 2020 e 2026, passando da 105ª para a 79ª colocação nacional. Na edição deste ano, o município aparece entre os 80 mais bem posicionados do país, em um levantamento que avaliou 423 cidades brasileiras.
Elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o ranking considera 65 indicadores distribuídos em 13 pilares e três dimensões: instituições, sociedade e economia. Mais do que estabelecer uma classificação, o levantamento permite acompanhar a evolução dos municípios e identificar áreas que apresentam avanços e aquelas que ainda demandam atenção.
Para a prefeita Elizabeth Schmidt, a evolução demonstra que Ponta Grossa vem construindo resultados ao longo dos anos e que há espaço para avançar ainda mais. “Quando olhamos para trás e vemos Ponta Grossa sair da 105ª posição, em 2020, para a 79ª, em 2026, temos a dimensão de que estamos no caminho certo. E não estamos olhando apenas para uma posição no ranking, mas para os indicadores que mostram onde estamos acertando e onde podemos melhorar. Queremos crescer ainda mais, sempre trabalhando para melhorar a vida das pessoas e tornar Ponta Grossa uma cidade cada vez mais competitiva”, resume a prefeita.
Entre os resultados de Ponta Grossa, um dos destaques está na dimensão instituições. Em relação à edição anterior, Ponta Grossa subiu 76 posições, chegando ao 55º lugar nacional. A dimensão reúne indicadores relacionados à sustentabilidade fiscal e ao funcionamento da máquina pública.
Na área de saneamento, Ponta Grossa também aparece em 1º lugar no país no indicador de destinação adequada de resíduos, que considera a proporção de resíduos destinados de forma inadequada em relação ao total encaminhado para disposição em solo.
Outro avanço expressivo está no acesso à educação, com o município alcançando a 17ª posição nacional no indicador de alunos em tempo integral na educação infantil, referente a 2025.
O município também se destaca pela agilidade na abertura de empresas, ocupando a 13ª posição nacional e a 5ª entre os municípios da Região Sul. O tempo médio para abertura de empresas, que era de dois dias e quatro horas em 2021, caiu para cinco horas em 2024 e 2025, resultado relacionado à digitalização de processos, integração à Redesim e ações de desburocratização.
Na dimensão economia, Ponta Grossa avançou 17 posições em relação à edição anterior. O eixo considera fatores como inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.
A presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento e secretária municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Tônia Mansani, ressalta que: “Competitividade se constrói com planejamento, ambiente favorável para quem empreende, qualificação, inovação e uma gestão pública capaz de transformar processos. Ponta Grossa vem avançando nesses diferentes aspectos e os indicadores mostram isso. O resultado de 2026 é importante, mas, principalmente, nos ajuda a identificar os caminhos para continuar avançando e criando condições para que a cidade atraia investimentos, gere oportunidades e se desenvolva de forma cada vez mais estruturada”, conclui.
O Ranking de Competitividade dos Municípios utiliza dados públicos para estabelecer uma análise comparativa entre cidades brasileiras e também funciona como ferramenta de apoio à formulação de políticas públicas. Para o setor privado, os indicadores podem auxiliar na avaliação da atratividade dos municípios para novos investimentos.
*Foto: Henry Milleo/PMPG