Eco-Filtro PET, idealizado por professora da rede municipal e desenvolvido com estudantes, leva investigação sobre problema da comunidade para importantes eventos científicos
O Projeto Eco-Filtro PET, idealizado pela professora Andresa Aparecida Meller Popik e desenvolvido com estudantes no Laboratório de Aprendizagem Criativa (LAC) da Escola Municipal Catarina Miró, em Ponta Grossa, foi aprovado para participação em dois importantes eventos científicos em 2026. A iniciativa será apresentada na FIciências 2026, em Foz do Iguaçu, e no VI CONACEA – Congresso Nacional de Conservação e Educação Ambiental.
O projeto integra a política de inovação da Prefeitura de Ponta Grossa, desenvolvida por meio da Agência de Inovação e Desenvolvimento, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, que busca fortalecer os Laboratórios de Aprendizagem Criativa como espaços de experimentação, inovação e conexão entre as escolas, as comunidades e o ecossistema Vale dos Trilhos.
A ideia nasceu a partir da escuta da comunidade escolar por meio de um questionário aplicado às famílias. A partir das respostas, professora e estudantes iniciaram um processo de investigação, pesquisa, levantamento de hipóteses, construção de protótipo, testes e avaliação.
A iniciativa utiliza conceitos de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), cultura maker, educação ambiental, ciência, tecnologia e inovação frugal, trabalhando com materiais simples e acessíveis na busca por possíveis soluções para problemas reais.
Para a prefeita Elizabeth Schmidt, o resultado demonstra a importância de criar ambientes que estimulem a criatividade e o protagonismo dos estudantes. “Quando uma ideia nasce dentro de uma escola municipal, envolve os estudantes, responde a uma demanda da comunidade e chega a eventos científicos, vemos na prática o resultado de uma política pública que acredita na inovação como ferramenta de transformação da educação”, afirma.
A presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento, Tônia Mansani, destaca que o Eco-Filtro representa a proposta de ampliar a atuação dos LACs. “Queremos que os Laboratórios de Aprendizagem Criativa sejam espaços onde os estudantes aprendam a observar a realidade, identificar problemas e buscar soluções. O Eco-Filtro mostra como essa metodologia pode gerar projetos concretos, com impacto dentro e fora da escola”, destaca.
O projeto foi idealizado e desenvolvido pela professora Andresa Aparecida Meller Popik, responsável pelo LAC da Escola Municipal Catarina Miró, em parceria com os estudantes, contando ainda com contribuições de professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da UniCesumar.
Para Andresa, a participação nos eventos representa o reconhecimento de todo o processo desenvolvido com os alunos. “O que mais me orgulha é a trajetória do projeto: começamos ouvindo a comunidade, identificamos um problema, transformamos esse problema em uma investigação, buscamos conhecimento e parcerias, construímos e testamos uma possível solução e agora estamos levando essa experiência para eventos científicos”, ressalta.
Além dos dois eventos já confirmados, o Eco-Filtro PET foi inscrito em outras iniciativas científicas e mostras de ciência e inovação que ainda estão em processo de avaliação.
*Fotos: professora Andresa Aparecida Meller Popik


