Coro Cidade de Ponta Grossa comemora 10 anos durante Festival de Música

Por: Luana Caroline Nascimento
 
     Os músicos do Coro Cidade de Ponta Grossa subirão ao palco do Cine-Teatro Ópera em clima de celebração durante o 10° Festival de Música. O grupo, mantido pela Fundação Municipal de Cultura, irá comemorar os 10 anos de atividades em grande estilo, com um concerto que irá reunir integrantes e ex-integrantes. A apresentação será no dia 21 de julho, às 20h, com entrada gratuita.
     O maestro do Coro Cidade, Eudes Jr. Stockler, explica que a noite será a primeira de uma série de concertos que relembraram repertórios passados. “É muito prazeroso cantar músicas que fizeram história com a gente. Nos ensaios sempre acabam surgindo lembranças da época em que foram apresentadas, e o público que nos acompanha há algum tempo também irá relembrar alguns momentos em que o coro fez parte de sua vida”, afirma o maestro.
     Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fernando Durante, o Coro é um “patrimônio cultural da cidade que está evoluindo cada vez mais”. Segundo ele, a proposta do grupo de levar a música aos vários cantos da cidade é de suma importância para o desenvolvimento cultural de Ponta Grossa. “Isso mostra a qualidade do trabalho desenvolvido pelos cantores ponta-grossenses e faz com que as pessoas tenham mais conhecimento sobre as várias possibilidades, estilos, gêneros e compositores”, defende.
 
10 anos de histórias
     A soprano Deisi Horn participa do Coro desde o início - a história de vida e amizades dela mescla-se com a história do grupo. Quem aproximou a cantora do Coro foi o próprio marido, que viu uma matéria no jornal sobre o teste seletivo. A paixão dela com o projeto foi à primeira vista. “Ele deve ter se arrependido de ter me mostrado esse jornal até hoje, porque eu fiz o teste, comecei no coro e ele fica sem minha companhia dois dias na semana”, brinca a cantora.
     Já a contralto Mariene Silva participa do grupo há quatro anos, mas a música estava presente na vida dela desde pequena. Mariene conheceu o coro por um arranjo da antiga maestrina Carla Roggenkamp. Ela relembra que quando fez o primeiro teste seletivo estava tão nervosa que chegou muito cedo – antes inclusive que a banca avaliadora. Ali, naquela espera, ela conheceu um dos cantores, Douglas Passoni, e começou a surgir uma nova amizade. Para ela foi uma grande surpresa ser aprovada – e quem deu essa notícia foi seu mais novo amigo. “Ali começou uma história de amor e sofrimento. O coro sempre foi um grande desafio para mim”, ressalta Mariene.
     O coro também aproximou pessoas de longe, como o baixo Weider Martins que saiu de Minas Gerais e, em Ponta Grossa, encontrou um novo lar e uma nova família. O músico relata que passou por inúmeras situações engraçadas, que foram desde as pessoas acertarem a pronúncia do seu nome até entender os regionalismos na fala de quem nasceu na região. Sua primeira apresentação com o Coro Cidade foi um repertório judaico no concerto ‘Sons do Entardecer’. “Acho que foi um dos concertos que mais me marcaram. Foi um concerto belíssimo em toda a montagem. Porém, tinha uma música específica nesse repertório que eu cresci cantando e ela tem um significado muito grande pra mim. Poder cantar isso para outras pessoas foi fascinante”, relembra.
      Com o tempo, o coro tornou-se a segunda família de Weider. “Nós temos um vínculo muito forte de amizade que extrapola a sala de ensaio e vai para nossa vida cotidiana. Para mim, o coro é, resumidamente, viver em família”, relata.