Adolescentes de grêmios estudantis participam de oficinas sobre Aids

por Rafisa Ramos
 
- Cerca de 130 representantes de 44 escolas estaduais receberam informações sobre a doença -
 
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Serviço de Assistência Especializada (Sae), reuniu 130 adolescentes de 44 escolas estaduais de Ponta Grossa para passar orientações e participar de oficinas sobre Aids. O primeiro encontro foi para jovens de 15 a 17 anos, no Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), campus Uvaranas.
Pela manhã foi feita capacitação sobre as infecções sexualmente transmissíveis, com ênfase no HIV e Aids, discutido números do cenário brasileiro e do município e tirado dúvidas dos adolescentes. “Ainda tivemos apresentações culturais, palestra sobre sexualidade e diversidade. A tarde foram feitas as oficinas com temas sobre preconceito, prevenção, diversidade e cuidados, simulando algumas situações onde o jovem pode entrar em contato com a doença”, destaca o coordenador do Sae e um dos organizadores da atividade, Jean Zuber.
Esta ação foi pensada após o Sae identificar que rotineiramente a infecção tem crescido neste público. “Estudos revelam que a cada dois minutos um jovem entre 15 e 19 anos será infectado com HIV no mundo, isso fez soar um sinal de alerta. Então, fizemos uma prática diferente para conscientizar”, comenta Jean.
Depois da capacitação eles voltarão para escolas e para a comunidade, irão aplicar o conhecimento para os colegas de classe também. De hoje até dia 29 de novembro os alunos montarão uma atividade com os ensinamentos, esta será utilizada em uma ação conjunta na véspera do Dia contra a Aids, 1 de dezembro. “Essa capacitação é ótima para nós, eu já sabia um pouco sobre a doença, mas aqui pudemos aprender mais e repassar o conhecimento”, destaca o aluno da Escola Estadual Francisco Pires, Railan dos Reis Guimarães, 16 anos.
Ponta Grossa tem poucos jovens atestados, é necessário estimular cada vez mais, pois podem estar convivendo com o vírus sem saber. “Já fizemos diagnósticos em adolescentes e observamos doenças oportunistas por isso é necessário repassar as informações, para que eles façam o teste”, explica, Jean. Para a estudante do Instituto de Educação, Natali de Souza Galvão, 15 anos, as informações foram essenciais para ela e para os colegas. “Quanto mais informações rebemos, mais estaremos protegidos. Com tudo que aprendemos hoje poderemos repassar para a comunidade, colegas e familiares”.
Todos os serviços estão mobilizados para receber qualquer pessoa para testagem, tornando-se instituições mais amigáveis, os jovens ainda não se veem dentro sistema. “O adolescente já pode fazer o teste rápido sem o acampamento dos pais ou responsáveis, mas os profissionais orientam o acompanhando em caso de resultado positivo. É sempre importante que a pessoa procure canais do Ministério da Saúde, Unidade Básicas de Saúde e até mesmo o SAE”.
O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é centralizado no Sae, não tendo custos com exames e medicamentos. O Sae atende das 7h à 16h ou através do telefone 3901-7009.