Prolar: Moradores do Costa Rica iniciam ações do projeto ‘Cultivar Energia’

por Josué Teixeira

Moradores do conjunto Costa Rica iniciaram, na tarde de ontem (13), as ações para a implementação do projeto de hortas comunitárias ‘Cultivar Energia’ na comunidade. Promovido pela Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SMAPA) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o encontro reuniu cerca de 20 famílias cadastradas no projeto, que foram orientadas sobre os cuidados relacionados ao trabalho próximo a redes de alta tensão e sobre como deve ser desenvolvido o plantio, nos próximos meses, nos canteiros disponibilizados pela iniciativa. 
De acordo com a assistente social da Prolar, Marines Viezzer, a previsão é de que ainda em janeiro as famílias comecem as atividades nas áreas. “Na reunião de hoje, além da apresentação de conceitos necessários para o desenvolvimento do projeto em segurança, as famílias definiram que o início do trabalho de limpeza e preparo da terra será na segunda semana de janeiro. Até lá, serão reunidas as ferramentas e feitos os ajustes necessários e, a partir desse processo, o plantio deve começar. Durante todas as etapas, a comunidade será orientada pelos técnicos da Smapa e da Copel”, declara.
De acordo com o técnico agrícola da Smapa, Eldo Berger, Eldo Berger, os próximos passos relacionados às adequações no terreno e limpeza dos lotes serão feitos de forma manual pelos moradores. “Iremos entrar em contato com as famílias cadastradas e cada uma irá limpar sua área e preparar o seu canteiro de forma manual. Na sequência serão fornecidas as mudas de verduras e legumes que farão parte da horta”, explica Berger.
“A expectativa muito boa”, declara a presidente da associação de moradores do Costa Rica, Valéria Francine Pereira. Ela faz parte das 80 famílias cadastradas no projeto e relata o entusiasmo em iniciar a produção. “É o primeiro projeto desse tipo em  Ponta grossa. Isso me deixa muito feliz e eu só tenho a agradecer ao empenho da Prolar, da Smapa e da Copel para a criação dessa horta comunitária. Será muito bom para todo mundo, pois vamos pode usar em casa o que produzirmos e ainda vender o excedente”, afirma Valéria.
 
 
Cuidados necessários
 

De acordo com o técnico de manutenção da Copel, Ivandro Bacca, entre as informações repassadas aos mutuários estão a distância ideal para trabalhar sob a rede, o tamanho máximo das culturas e como proceder em relação aos cabos e em casos de chuvas. “A primeira orientação que fornecemos é para que se considere todo cabo energizado, independente de onde ele esteja e que seja mantida uma distância mínima de segurança. Isso inclui também a altura máxima das plantas, que, nesse caso, é de cerca de dois metros”, explica. “Outra situação para que se evite trabalho em dias com nuvens carregadas e que, sempre que se perceba alguma situação que pode oferecer risco, as pessoas entrem em contato conosco. Dessa forma, as pessoas podem conviver pacificamente com as linhas de transmissão e produzirem de forma segura”, completa Bacca.
 
Comunidade
 

O assistente social da Copel, Rafael Carmona, ressalta que, entre os objetivos do projeto, a noção de pertencimento e comunidade são parte do eixo central. “Para os próximos passos, iremos iniciar a organização dos locais e, para isso, é essencial de que trabalho seja feito pelos beneficiários do projeto. Dessa forma, damos início ao sentimento de pertença e ao conhecimento e troca de experiências entre as pessoas da comunidade. A horta deles e é importante que eles acompanhem desde o começo”, conclui.