Procon Ponta Grossa divulga pesquisa de Dia das Crianças

PROCON PESQUISA: Crianças preferem brinquedos, mas pais querem presente “útil”
Em busca de boas compras e da oportunidade de proporcionar às crianças momentos felizes, o número de consumidores nas lojas de brinquedos e artigos infantis aumenta neste período, e aumenta também a publicidade dirigida a essa faixa de consumo. Com a chegada do Dia das Crianças, o Procon Ponta Grossa quis saber como anda a educação das crianças com relação ao consumo sustentável, para isso, divulgou um questionário em suas redes sociais nos dias 09 e 10 de outubro, contando com dez perguntas objetivas referente ao comportamento dos pais com relação à educação infantil para consumo e conscientização dos pequenos diante do comércio.
A educação para o consumo é um assunto que independe de classe econômica ou social e deve ser introduzida as crianças assim que tomam consciência sobre a aquisição de produtos de seu interesse, o que deve ser feito respeitando a forma de pensar em cada etapa da infância, explica o coordenador do Procon de Ponta Grossa, Edgar Hampf. Por isso, segundo ele, a pesquisa mostra dados bastante elucidativos a respeito desse comportamento.
1-Postura dos pais com relação à educação consumerista
Segundo a pesquisa do Procon, 69,1% dos participantes informaram que adquirem produtos específicos as crianças conforme as necessidades delas e somente 30,9% alegaram levar em conta o interesse da criança quanto a bens de consumo. Uma maioria expressiva dos participantes informou não verifica as embalagens dos produtos para verificar se há indicação de idade, certificação de órgão competente e demais informações necessárias. Mas 53,7% das respostas obtidas afirmaram que não discutem com os filhos sobre consumo consciente bem como não fornecem mesada às crianças - e nem orientam sobre o uso do dinheiro. Fator positivo, destaca o coordenador, é que 70,4% dos participantes informaram fazer pesquisas de preço sempre que possível e que apresentam justificativas à criança ao deixar de atender a sua solicitação.
2-POSTURA DAS CRIANÇAS DIANTE DO CONSUMO
Das respostas obtidas, o maior destaque cabe ao consumismo infantil: 58,2% dos participantes informaram que conhecem crianças que apresentam comportamento consumista decorrente de publicidade dirigida a crianças, principalmente as veiculadas na TV e na internet. De acordo com 63,6%, na hora de pedir presente a preferência é falar com a mãe. Assim, a inferência necessária é que a educação para consumo fica mais fácil com o início de uma conversa entre a mãe (ou com quem a criança optar) e a criança assim que procurada, expondo a utilidade e necessidade do que for solicitado.
Enquanto a preferência de muitos pais paraa presentear o filho seja roupas e calçados, esses itens ocupam a segunda posição no desejo das crianças com 29,1%. A grande maioria, ou 61,8% do total, ainda espera por presentes (brinquedos, essencialmente) e 9,1% querem artigos escolares ou livros.
A preferência infantil segue principalmente sendo instigada pela publicidade, seguida pela exposição dos produtos no comércio. No entanto, esse é um ponto que deve ser visto com cautela. Lembra o Procon de Ponta Grossa que os artigos 36 e 37 do Código de Defesa do Consumidor, interpretados de acordo com as regras de defesa dos direitos da criança, estabelecem que a publicidade dirigida ao público infantil que se aproveite da deficiência de julgamento da criança é uma prática abusiva, “portanto ilegal”, reforça o coordenador, Edgar Hampf.

O Procon Ponta Grossa sugere aos consumidores uma série de orientações para que sejam evitados erros nas compras para as crianças – tanto neste Dia das Crianças quanto no Natal, que já se aproxima.
A orientação principal é que, acima de tudo, estejam atentos à segurança que o presente deve passar as crianças. O selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e demais órgãos competentes (como a ABRINQ) deve estar presente nas embalagens garantindo que o brinquedo foi testado e não trará riscos às crianças. As embalagens ainda devem contar a indicação de faixa etária, número de peças e instrução de uso. É bom verificar também se o produto não possui matéria-prima tóxica e se não possui arestas, peças pequenas ou articulações que possam machucar. Quanto a roupas e calçados, o Procon lembra que o Código de Defesa do Consumidor só assegura a troca de uma roupa ou calçado em caso de defeito. Caso o produto não sirva ou não seja do gosto da criança, a troca dependerá exclusivamente da liberalidade do comerciante.
Outra orientação é que os consumidores se certifiquem sobre a política das lojas quanto à possibilidade de trocas e o prazo para fazer isso. O mesmo produto também pode custar mais de uma loja para outra. Então, vale pesquisar, reforça o coordenador. Além disso, lembra ele “exija sempre a nota fiscal, pois esse documento comprova a relação de consumo e será solicitada caso o produto apresente algum vício”.
Por fim, é bom lembrar que os estabelecimentos comerciais podem oferecer preços diferentes para pagamento na modalidade de cartão crédito/ débito.