HISTÓRIA VIAJANTE: Crianças criam história colaborativa e CMEIs fazem livro em conjunto

Através do projeto “História Viajante”, crianças continuaram história iniciada pelo outro CMEI parceiro e fizeram livro coletivo
 
Rodrigo K. Silva
Fotos: Vando Padilha
 
As crianças dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) Prefeito Petrônio Fernal e Professora Bernadete de Fátima Goytacaz dos Santos comemoraram nesta terça (29/10) a finalização de um importante projeto: é o primeiro livro da vida dos alunos, que foi produzido de maneira artesanal e colaborativa entre eles. Cada página de “O Panda João” foi escrita e ilustrada por uma turma, que enviou para que a turma seguinte, do outro CMEI, desse sequência ao projeto. Com o término do trabalho, eles se encontraram no CMEI Bernadete, no Jardim Boreal.
 
O livro foi realizado pelos quartos e quintos anos do Ensino Infantil, dentro do projeto “História Viajante”. Nas aulas, os professores utilizaram as técnicas de correspondência interescolar e de produção do livro coletivo, sob a ótica do pedagogo francês Célestin Freinet, o qual propõe uma educação ativa em torno do aluno. Desta forma, eles foram estimulados a investigar sobre os personagens, utilizaram vários elementos pessoais para o roteiro e desenvolveram uma relação extremamente afetiva com a história.
 
Seguindo esta estrutura de trabalho, as crianças tiveram desperta a sua criatividade, ao mesmo tempo em que compreenderam melhor o mundo à sua volta, ganhando conhecimento para solução de conflitos e para crescer de maneira saudável. “Neste formato, o sujeito torna-se protagonista do seu textos. Estas técnicas estão em toda a Rede Municipal de Ensino, onde trabalhamos todas as linguagens”, conta a secretária de Educação, Esméria Saveli. Ela foi presenteada com um dos exemplares, confeccionados pelos alunos.
 
A pedagoga Adrielly Salvador de Andrade, do CMEI Bernadete, no Jardim Boreal, conta que o processo inspirou as crianças na criação de roteiros, ilustrações, a cantarem canções, fazerem peças de teatro, entre outras atividades. “Eles passaram a perceber a realidade. Tudo o que eles conhecem reapareceu no que cada turma escreveu. A família deles, a imaginação, tudo foi transformado dentro das narrativas”, conta.
 
Na outra ponta do projeto, no CMEI Petrônio, que fica na Colônia Dona Luiza, a pedagoga Elaine Cristina Iansen notou uma grande evolução nas turmas quanto ao apego à literatura. “Este formato faz com que as criançaseles tenham muito mais vontade de trabalhar. Agora vamos contar a história deles para as outras turmas e eles vão mostrar o livro que eles mesmos escreveram. É muito importante para a autoestima das turmas, porque foi o livro que eles construíram”, avalia.