A Cidade

     

    Localizada no Segundo Planalto Paranaense, na região dos Campos Gerais, Ponta Grossa destaca-se no cenário turístico do sul do Brasil, devido à sua posição geográfica pela facilidade de acesso a todas as regiões do Estado.
Importante entrocamento rodo-ferroviário, a cidade tem suas raízes no tropeirismo, na pluralidade étnica e nos caminhos da estrada de ferro, símbolos históricos e marcos referenciais ainda presentes no cenário urbano de uma das mais importantes cidades brasileiras.
     Integrante da Rota dos Tropeiros, Ponta Grossa congrega um complexo de atrativos naturais, históricos e culturais que se revelam em meio à paisagem ondulada dos Campos Gerais e proporcionam a seus visitantes oportunidades múltiplas de lazer, cultura e turismo. O contraste do antigo com o moderno, a imensidão e a beleza de sua natureza e as manifestações culturais são fatores decisivos no reconhecimento da cidade como pólo turístico e cultural do Brasil.
     Além da qualidade de sua rede hoteleira e gastronômica, Ponta Grossa oferece ainda uma noite agradável com aspectos variados que garantem diversão a todos os gostos.
     Seja bem- vindo a Ponta Grossa, pouso seguro e hospitaleiro.

História da cidade
Origem do nome
Características gerais
Simbolos municipais
Lendas históricas

 


HISTÓRIA DA CIDADE - As pombinhas na história de Ponta Grossa                
     Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

     Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu. 

O povoamento

      Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas.     Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa.     As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento

      Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

     Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

     Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

      Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa.     Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade. 


ORIGEM DO NOME

     O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo-se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, referiam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da Ponta Grossa”.

     Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Ferreira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhaes, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O empregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta grossa”.     Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um capão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”.

     Essas são histórias que fazem parte de nossa tradição, mas não se pode esquecer, que o nome de nossa cidade decorre de uma colina com características próprias da vegetação local. 


CARACTERÍSTICAS GERAIS

  • Altitude Média: 975 metros
  • Latitude: 25º 09’ S
  • Longitude: 50º 16’ W
  • População Total (Hab): 317.339 habitantes (Fonte: IBGE - 2012)
  • Área total do município (km2): 2.112,6 (km²)
  • Municípios Limítrofes:
    Norte: Carambeí e Castro
    Sul: Palmeira e Teixeira Soares
    Leste: Campo Largo
    Oeste: Tibagi e Ipiranga
  • Distritos: Guaragi, Itaiacoca, Piriquitos e Uvaia.
  • Temperaturas:
    Média Anual – 17,6 ºC (2008)
    Mínima – Junho - 0,0 ºC (2008)
    Máxima - Dezembro – 33 ºC (2008)
  • Período:
    Seca: junho, julho, agosto e setembro
    Chuva: janeiro, abril e outubro
  • Clima:
    Sub-tropical Úmido Mesotérmico.
    Cfb – Subtropical Úmido Mesotérmico: temperatura média no mês mais frio abaixo de 18°C (mesotérmico), com verões frescos, temperatura média no mês mais quente abaixo de 22°C e sem estação seca definida. Ocorre em boa parte da zona do primeiro planalto e nas porções mais elevadas do segundo (onde está inserido o município de Ponta Grossa) e o terceiro planalto, no centro-sul e sudoeste paranaense.
Fonte: Plano Diretor Participativo
  • Hidrografia:
    Área bem irrigada por ampla rede hidrográfica, onde se destacam os rios: Tibagi, Verde, Pitangui, também o Arroio da Chapada, além das bacias hidrográficas do Botuquara, Cará-Cará, de Olarias, do Rio da Morte, Arroio Terra Vermelha, Ribeirão Quebra-Perna,etc. Tais bacias são relativamente pequenas, mas, devido a sua cobertura vegetal de retenção de umidade, permitem um desaguar relativamente rápido para as calhas destes cursos d’água.
  •  Principais atividades econômicas: Indústria, comércio, pecuária e agricultura, o turismo encontra-se em desenvolvimento.

 


SÍMBOLOS MUNICIPAIS
Brasão Bandeira
   
   
Hino à Ponta Grossa Marcha de Ponta Grossa
Letra Letra
Partitura Partitura
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LENDAS E HISTÓRIAS  

LENDA DA GRALHA AZUL

    Era madrugada, o sol não demoraria a nascer e a gralha ainda estava acomodada no galho amigo onde dormira à noite, quando ouviu a batida aguda do machado e o gemido surdo do pinheiro.

    Lá estava o machadeiro golpeando a árvore para transformá-la em tábuas. Quantos anos levou a natureza para que o pinheiro atingisse aquele porte majestoso e agora, em poucas horas, estaria estendido no solo, desgalhado e pronto para entrar na serralheria do grotão.

     A gralha acordou. As pancadas repetidas pareciam repercutir em seu coração. Num momento de desespero e simpatia, partiu em vôo vertical, subiu muito além das nuvens para não ouvir mais os estertores do pinheiro amigo. Lá nas alturas, escutou uma voz cheia de ternura: - Ainda bem que as aves se revoltam com as dores alheias.

     A gralha subiu ainda mais, na imensidão. Novamente a mesma voz a ela se dirigiu: - Volte avezinha bondosa, vai novamente para os pinheirais. De hoje em diante, Eu a vestirei de azul, da cor deste céu e, ao voltar ao Paraná, você vai ser minha ajudante, vai plantar os pinheirais. O pinheiro é o símbolo da fraternidade. Ao comer o pinhão, tira-lhe primeiramente a cabeça, para depois, a bicadas, abrir-lhe a casca. Nunca esquece de antes de terminar o seu repasto, enterrar alguns pinhões com a ponta para cima, já sem cabeça, para que a podridão não destrua o novo pinheiro que dali nascerá. E os pinheiros vão nascendo. Do pinheiro nasce a pinha, da pinha nasce o pinhão... Pinhão que alegra nossas festas, onde o regozijo barulhento é como um bando de gralhas azuis matracando nos galhos altaneiros dos pinheirais do Paraná. Seus galhos são braços abertos, permanentemente abertos, repetindo às auras que o embalam o meu convite eterno: Vinde a mim todos...

     A gralha por uns instantes atingiu as alturas. Que surpresa! Onde seus olhos conseguiam ver o seu próprio corpo, observou que estava todo azul. Somente ao redor da cabeça, onde não enxergava, continuou preto. Sim preto, porque ela é um corvídeo.     Ao ver a beleza de suas penas da cor do céu, voltou célere para os pinheirais.Tão alegre ficou que seu canto passou a ser um verdadeiro alarido que mais parece com vozes de crianças brincando. A gralha azul voltou. Alegre e feliz iniciou seu trabalho de ajudante celeste.

 LENDA SOBRE A ORIGEM DE PONTA GROSSA

     Foi Miguel de Rocha Carvalhaes quem doou as terras para as instalações do povoado, que hoje é o município de Ponta Grossa. Contam os antigos que, quando os fazendeiros dos Campos Gerais se reuniram para decidir o local da sede de povoação, onde ergueriam uma igrejinha sob a invocação da senhora Sant´Ana, não chegaram a um acordo, pois cada um queria que o lugar ficasse próximo a sua fazenda.     Assim sendo, de comum acordo, resolveram soltar dois pombos brancos com fitas vermelhas amarradas nas perninhas, e que, onde estes pousassem seria o local da igrejinha e o centro da nova povoação. Soltos os pombos, estes voaram para bem longe, e foram pousar sobre uma cruz, próxima de uma enorme figueira, na mais alta colina, junto ao caminho dos tropeiros. Ali foi então erguida modesta capela de madeira sob a invocação de Sant´Ana. E, ao seu redor formou-se a nova povoação de Ponta Grossa.

LENDA OLHO D’ÁGUA SÃO JOÃO MARIA

     O monge João Maria faz parte do imaginário de comunidades de várias regiões do Paraná. Era um homem que peregrinava pelo interior paranaense, morava junto à natureza, realizava pregações e milagre. Em Ponta Grossa, apareceu no bairro Uvaranas. Vivia no local conhecido até hoje como “Olho d’água São João Maria”

.     Era uma pessoa de boa índole, mas certo dia estava fazendo sua refeição quando alguns meninos que por ali passava, começaram a atirar-lhe pedras. O monge ficou furioso, reagiu e revidou o ataque com seu bordão, correndo atrás deles. Ouvindo gritos, as mães correram para defender seus rebentos que estavam gritando com o velho, e este zangado amaldiçoava a todos, olhando para seus casarios, dizendo em altos brados:     “Terra de gente ruim, um dia, quando as casas forem muito altas, o vento será tão forte que irá derrubar tudo, não deixando nada em pé. Vocês haverão de ver.”

     E logo depois houve uma grande tormenta de vento, pedras e chuva, que destruiu tudo. Entretanto, essa tormenta não atingiu o monge, que estava sentado debaixo de uma árvore, no local onde hoje é o “Olho d’água São João Maria”. De onde o monge sumiu e ninguém sabe para onde foi. 

LENDA DA PEDRA GRANDE

     O morro da Pedra Grande está situado entre a localidade do Cerradinho e o Cerrado Grande, situados em Castro – PR. Neste local os padres jesuítas exploravam ouro de aluvião, do qual contam muitas historias e causos fantásticos. Dizem os mais antigos que, por vezes no silencio da madrugada, são surpreendidos por toques de sinos, procedentes da região.     Certa vez, um homem muito corajoso decidiu conhecer de perto os mistérios da Pedra Grande. Ao chegar lá, viu uma porta se abrir e por ela aparecer uma pessoa estranha trazendo nas mãos onças de ouro, as quais não poderiam ser tocadas, pois estavam protegidas por uma enorme serpente.     A pessoa estranha dirigiu-se ao visitante e pediu que ele se retirasse dali, se não a porta se fecharia e ele permaneceria eternamente naquele local. Outra versão da lenda conta que uma jovem viu uma pessoa vagar pela estrada, em trajes antigos, que conversou com ela e que em seguida perdeu os sentidos em face da visão, quando os recobrou estava diante do grande tesoura da Pedra Grande. Uma terceira dimensão da lenda narra a visão de um lagarto incandescente, que descia do grande tesouro da Pedra Grande.

     Uma quarta narrativa dos antigos habitantes de Itaiacoca contam que, certa vez, apareceu três homens no local procedentes de Sorocaba, diziam serem tropeiros e que teriam vindo explorar a região. Contam que os três homens subiram o morro da Pedra grande a fim de verificar os mistérios que envolvem aquelas paragens. Entraram nas antigas escavações feitas pelos escravos e jesuítas. Ao penetrar nas imediações depararam com um tucano feito de barro, cujo bico do estava posicionado para o fundo das escavações. Naquele dia os três homens nada encontraram e voltaram para o acampamento. Mas, um deles ficou desconfiado com a posição do bico do pássaro e na calada da noite, voltou as escavações, seguindo a direção apontada e segundo depoimento, ele teria encontrado o tesouro dos jesuítas que teria sido escondido por ocasião de sua expulsão.     Na manhã seguinte, os dois companheiros ao acordar sentiram a falto do outro companheiro. Resolveram então procura-lo. Seguiram para o morro da pedra grande, a para surpresa o tal homem estava saindo com o tesouro. Houve luta corporal entre os três, e os dois homens que foram procurar o amigo morreram assassinados e teriam sido enterrados próximos da Pedra grande. O outro fugiu levando o tesouro. Os três homens nunca mais foram vistos na região. Mas o que ficou foram os fantasmas, dizem que aparecem elementos como bolas de fogo, homens de preto e animais como bode preto, etc. 

TÚMULO DE CORINA PORTUGAL

     Corina Antonieta Portugal nasceu no Rio de Janeiro. Aos 15 anos conheceu Alfredo Marques de Campos e logo depois casaram-se. Como a condição financeira do casal não era das melhores, vieram a Ponta Grossa em busca de trabalho. Alfredo conhecia o médico João Menezes Dória, que o ajudou a abrir a Farmácia Campos. Mas o dinheiro era gasto por Alfredo em mesas de jogos e prostíbulos.     Na noite de 26 de abril de 1889, Alfredo após uma violenta discussão, matou a esposa Corina com 32 facadas. Alegou que sua esposa manteria relações extraconjugais com o Dr. Dória. Mas com auxílio do advogado Dr. Vicente Machado conseguiu absolvição. Depois de se mudar para Minas Gerais, suicidou-se.

     Corina foi enterrada no Cemitério Municipal São José de Ponta Grossa, no túmulo número 1258. Para grande parte da população da cidade, ela não traíra o esposo, mas fora vítima inocente. Com o passar do tempo sua história tornou-se lenda, Corina adquiriu fama de santidade e seu túmulo tornou-se um local de visitação pública, onde pessoas deixam placas de agradecimento por graças alcançadas, bilhetes com pedidos, terços, flores etc. 

Oração de Corina Portugal

     “Bem aventurada CORINA PORTUGAL que foste martirizada e difamada, que tombaste no santo recesso do lar pelas trinta punhaladas pelo perverso que te escravizava e humilhava, tenha compaixão de mim e dos angustiantes problemas que hoje atormentam a minha vida, fazendo-me enxergar só escuridão e desespero. Guardiã das mães aflitas pelos filhos que caminham na perigosa trilha das drogas, do álcool. Auxiliadora das esposas que não são aceitas ou compreendidas pelos maridos; sentinela das tragédias que podem ocorrer entre noivos e noivas, namorados e namoradas; alma cândida e limpa, alvejada do mar de sangue que há mais de um século ainda mancha a cidade – ouvi meu pedido, levando-o até Nossa Senhora e seu Divino Filho: (fazer o pedido). Com as mesmas mãos retalhadas com as quais tentaste defender-te da fúria assassina de teu carrasco, segurais as minhas, sustentado-me para que eu levante do chão de amargura. Auxiliai-me a vencer todos os obstáculos, protegei a mim e a minha família, dai-nos a todos serenidade, paz, trabalho, amor e compreensão. Ensina-nos que a vida é um dom de Deus e que as mais complicadas situações podem ser resolvidas com fé e com calma, porque, a cada dia e a cada manhã, todas as chances nos são devolvidas nesse eterno recomeço.”(rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Salve Rainha...depois de alcançar a graça, fazer 100 cópias e deixar no túmulo). 

MANSÃO VILA HILDA

     Patrimônio histórico da cidade, o casarão foi construído em 1926 por Alberto Thielen. A construção recebeu o nome de sua mulher, Hilda Thielen. A casa, de estilo arquitetônico eclético, apresenta dois pavimentos. O interior da mansão apresenta pinturas perfeitas que retratam contrastes e cores, paisagens e motivos europeus, além de algumas paisagens locais.

     Segundo BUENO (2002),     “(...) As pessoas falam muitas coisas, as quais eu sei é que Dona Hilda não deixou a casa...que seu espírito permanece aqui vigiando... Na verdade, o que eu sei é que fatos muito estranhos acontecem por aqui... Teve um dia em que eu iria com o motorista da Fundação pegar uma pessoa no aeroporto em Curitiba e eu cheguei aqui por volta das sete da manhã, os funcionários só chegam às nove, e fiquei esperando o motorista, como tinha várias coisas para resolver, decidi subir até minha sala e adiantar algumas coisas, minha sala era no pavilhão superior, eu subi e comecei a trabalhar, aí escutei a porta da entrada (principal) se abrir, ouvi o barulho da chave e passos, então pensei que era algum funcionário e abri a minha porta pra avisar que estava ali, e não tinha ninguém! Abri todas as salas e nada e a porta que havia escutado abrir estava trancada!     Outro fato semelhante aconteceu, também com outra funcionária, nós estávamos num evento e precisávamos de um material que estava aqui, ela veio buscar, era um sábado, não havia ninguém aqui, ela entrou no térreo e estava de costas para a porta quando escutou ela se abrindo e alguém entrando, ela se virou para falar com a pessoa e não havia ninguém, a porta estava trancada e não tinha ninguém nas salas!”

     Algumas pessoas contam que se passar pela Mansão Vila Hilda à noite, é possível ouvir barulhos das festas que costumavam acontecer no local antigamente.  

BURACO DO PADRE

     O nome buraco do padre está intimamente ligado à história dos jesuítas que ali estiveram. A finalidade dos jesuítas era a de converter as almas para o cristianismo, principalmente às das terras novas das Américas. Os jesuítas dos Campos Gerais eram oriundos das Santas Missões de Guairá, onde trabalhavam com os índios da tradição Umbu.     A origem do nome Buraco do Padre pode estar ligada ao costume dos padres jesuítas se dirigirem ao alto do platô, para concentração e meditação, ou simplesmente para o descanso. Não raro eram vistos por indígenas ou caboclos, que passaram a chamar o local de Buraco do Padre.

     O local foi muito utilizado para matança de índios pelos bandeirantes nos séculos XVI e XVII. Os mesmos eram jogados do alto para dentro da garganta indo ao encontro da morte. Algumas curiosidades e crenças cercam o local. Conta a história que alguns pesquisadores europeus visitaram o Buraco do Padre no século XIX, e que em noites de céu limpo caíam bolas de fogo, e em algum lugar próximo havia ouro enterrado.

     Estas últimas crenças dão-se ao fato de os jesuítas terem fugido às pressas devido à influência que o Marquês de Pombal exercia sobre o Rei aconselhando-o a expulsar os jesuítas do Brasil, alegando que, devido ao seu alto grau de conhecimento, poderiam amotinar os índios contra a coroa, criando uma rebelião na Colônia. 

HISTÓRICO DA CAPELA SANTA BÁRBARA

     A Capela Santa Bárbara, destaca-se pelo valor histórico, por ser a primeira capela erguida pela missão cientifica dos jesuítas que passou pelos Campos Gerais, no período de 1707 à 1729, com características básicas da edificação em taipas e pedras e com áreas deliminatórias em muros de pedra (hoje incorporada à vegetação). Paralelamente aos serviços religiosos, os jesuítas estabeleceram uma fazenda de criação, a Fazenda Pitangui, e aí permaneceram até 1759, levantando fundos para construção do colégio de Paranaguá.

     A partir deste ano a Capela de Santa Bárbara e a Fazenda Pitangui passaram a ser geridas pelos religiosos carmelitas do Capão Alto, em virtude da expulsão dos jesuítas pelo Marques de Pombal. Junto à capela foi construído um cemitério, onde ilustres cidadãos foram sepultados. O primeiro intendente dos Campos Gerais (primeira autoridade civil) está sepultado ali. Balduíno Taques de Almeida, falecido em 1865, em seu testamento, pediu para ser sepultado em Santa Bárbara, o que não foi possível, porque faleceu muito distante, na fazenda Guartelá. Em 1727, José de Góes e Morais fez doação da Sesmaria do Pitangui, à Companhia de Jesus. O padres, logo ergueram um altar, substituído por capela construído por José Tavares de Cerqueira, parente de José de Góes de Morais, que solicitou aos jesuítas que a capela fosse dedicada à Santa Bárbara. “Santa Bárbara (ano 235) nascida na Nicomédia (Bitínia, Ásia Menor) filha de pais nobres e idólatras.

      Muito bela, já encerrada numa torre, por ordem do pai, para que ninguém na ausência dele, a pretendesse por esposa. Tendo se tornado cristã, Bárbara mandou abrir uma terceira janela na torre, para que pudesse ter sempre diante de si um símbolo da Santíssima Trindade. Denunciada pelo pai como cristã, foi condenada à morte. O próprio pai se dispôs a decepar-lhe a cabeça. Depois de martirizar a filha, um raio o matou”. Segundo a tradição católica romana, Santa Bárbara é a padroeira dos fiéis contra tormentas.

PARQUE ESTADUAL DE VILA VELHA

     O Parque é formado pelos Arenitos, Lagoa Dourada e pelas Furnas. Fica a 18 km de Ponta Grossa. As chuvas e os ventos esculpiram as figuras gigantescas no arenito.

     “Itacueretaba, antigo nome do local hoje denominado Vila Velha, significa “cidade extinta de pedras”. Este recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser Abaretama, “terra dos homens”, onde esconderiam o precioso tesouro Itainhareru. Tendo a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado pelos apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos. Os apiabas desfrutavam de todas as regalias, porem era-lhes vedado o contato com as mulheres. A tradição dizia que as mulheres, estando em posse do segredo de abaretama, o revelariam aos quatro ventos, e chegando a noticia aos ouvidos dos inimigos, estes tomariam o tesouro para si. Se o tesouro fosse perdido, Tupã deixaria de resguardar o seu povo e lançaria sobre ele as maiores desgraças. Dhui (Luís), fora escolhido chefe supremo dos apiabas, entretanto, não desejava seguir este destino, pois se tratava de um chunharapixara (mulherengo).

     As tribos rivais, ao terem conhecimento do fato, escolheram a bela Aracê Poranga (aurora da manhã), para tentar seduzir o jovem guerreiro e tomar-lhe o segredo do tesouro. A escolhida logo conquistou o coração de Dhui. Numa tarde primaveril, Aracê veio ao encontro de Dhui trazendo uma taça de Uirucuri (licor de butiás) para embebeda-lo. No entanto, o amor já havia tomado conta de seu coração não conseguindo assim completar a traição. Decidiu então, tomar a bebida junto com seu amado, e os dois se amaram a sombra de um ipê. Tupã logo descobriu a traição de seu guerreiro e furioso provocou um terremoto sobre toda a região.

     A antiga planície fora transformada em um conjunto de suaves colinas. Abaretama transformou-se em pedra, o solo rasgou-se em alguns pontos, dando origem as furnas, o precioso tesouro fora derretido formando a Lagoa Dourada. Os dois amantes ficaram petrificados e entre os dois, a ataca ficou como símbolo da traição. Diz a lenda que as pessoas mais sensíveis a natureza e ao amor, quando ali passam ouvem a ultima frase de Aracê: Xê pocê o quê (dormirei contigo).

     Dessa forma, pode-se dizer que as Lendas e Manifestações Culturais constituem-se em um patrimônio que deve ser conhecido, valorizado e transmitido não apenas aos habitantes locais, mas a todos os visitantes que vem para conhecer a região, divulgar a cidade e incrementar a economia local.